O prometido é devido e, por isso, a Confraria de S. Silvestre tem organizado todos os meses um convívio para a angariação de fundos com vista à conclusão da obra das casas de banho, no cimo do monte. A fasquia tem estado bem alta com a participação das pessoas em massa, inclusivamente extra Cardielos. Ontem, 29 de janeiro, o número de convivas ultrapassou as 270 pessoas que provaram e aprovaram um caprichado cozido à portuguesa. A animação foi neste convívio ainda mais saliente, mas a satisfação geral foi a do costume, com nota máxima.


Para já não vamos falar do convívio em si. Falar da boa comida e animação já é muito básico para quem vive e presencia os convívios da Confraria. Hoje vamos primeiro falar da receita milagrosa que permitiu chegar a esta comida dos deuses. Não se fazem omeletas sem ovos e não se faz cozido sem carne de porco e umas boas chouriças. Assim, os ingredientes do convívio de janeiro poderiam ser: trabalho quanto baste, uma matança caseira, integralmente feita pelos Confrades, muito empenho e alegria e a prossecução de objetivos. É caso para dizer que é preciso muito suor, carne do porco e nada de lágrimas, porque  a cada convívio fica a esperança de angariar mais dinheiro para a meta a que se propuseram estes elementos.


Só depois se pode falar mesmo da ementa. Nas entradas e na sopa bem caseira, à lavrador, até que as pessoas e os organizadores foram comedidos o pior foi mesmo na saída do prato principal para mesa.


O cozido gerou uma troca de pareceres gastronómicos em que a tónica não podia deixar de ser o facto de se notarem que os ingredientes que sabiam e cheiravam a caseiro. Desde as couves, às batatas, e às carnes do cozido, tudo permitiu elevar o bem comer em S. Silvestre. Esta fama faz com que “um amigo traga outro amigo o que é uma dinâmica interessante e reforça o caráter universal de S. Silvestre”, contou o juiz, Manuel Castilho. Até já pedem para os avisar dos convívios futuros, prometendo não faltar a nenhum, até porque já neste havia, e no caso felizmente, muitos repetentes. Ainda mais o próprio Presidente da Câmara, José Maria Costa, que também marcou presença no convívio, fez questão de ir parabenizar as donas da cozinha pela boa refeição.


Era evidente a presença de uma maioria de pessoas de fora da terra que se têm associado e organizado em grupos. Os “estrangeiros” chegaram perto das duas centenas através dos grupos de Famalicão, Viana (Anha, Monserrate, Areosa, Abelheira), Ponte de Lima e Porto.


Então, “o número de pessoas superou novamente as expectativas e, acima de tudo, estavam satisfeitas avisando que na próxima estes convivas trarão mais amigos”, prosseguiu Manuel. E está impressão não é leviana porque é comprovada pelas palavras da próprias pessoas: “de um a 10 merece 10. É tudo excelente: a organização, o serviço, a comida, o ambiente, o carinho, o comportamento das pessoas”, enumerou Eduardo de Viana do Castelo.


Também de Cardielos se espera uma presença mais notória no próximo convívio, no último fim de semana de fevereiro. “Cardielos tem aderido ao que é pedido, notando-se uma presença menor do que nas outras vezes”, confirmou Manuel. Os que estiveram presentes de Cardielos, desta vez, comprovaram que estava tudo muito animado e bom ,como de costume. “É pena que não tenham vindo mais da terra, porém é porque não puderam”, constatou Adelaide. Além do mais há a questão de serem convidados frequentemente ajudar o que leva a tomar por vezes determinadas opções em tempo difíceis.


O que não foi menor, mas sim maior, foi a animação que esteve presente: o grupo inovação do lima, um grupo de concertinas, o grupo de janeiras da Confraria e um grupo musical composto por professores de Monserrate. “Todos os grupos foram formidáveis porque vieram, colaboraram e animaram, prometendo ainda trazer mais gente na próxima”, confidenciou o juiz.


Todos os presentes, antes de irem embora poderiam cantar: “como é que eu hei de, como é que eu hei de ir embora com a barriga tão para fora”. “As coisas aqui estão muito bem organizadas e pensadas com gente com presença muito simpática, com votos para que mais possam contribuir para um ambiente de sintonia. Até a música pareceu escolhida a dedo”, sublinharam os Inovação do Lima.


Assim sendo, “a obra está com boas perspetivas para  seguir rumo ao fim e só não acabará  se as pessoas não colaborarem, porque vontade não falta”. É da ajuda de todos que se vão conquistando vitórias e, portanto, houve quem não esquecesse também o papel do pastor. “Digo-vos que Deus abençoe e recompense o vosso Padre que é um excelente elo de ligação (...) é impressionante, e ele é muito bom a unir e a criar em volta da religião uma sociedade colaborativa”, rematou Eduardo.


*Escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico

 

“Sai um cozido à portuguesa para todas as mesas”

segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012

 
 

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