Castro de S. Silvestre com valor arqueológico

Setembro trouxe de visita ao Monte de S. Silvestre uma equipa de investigação do gabinete de arqueologia da Câmara Municipal de Viana do Castelo, durante cerca de duas semanas. Já há alguns anos que se tinha proposto um projecto de investigação arqueológica no Castro de S. Silvestre, mas só agora chegou o sinal verde para ser começado.

No terreno, sob o comando do gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Viana do Castelo iniciou-se limpeza e reescavação de uma área que havia sido escavada no passado, sem caracter cientifico.

“Há alguns anos propôs que se avança-se com um projeto de investigação arqueológica no Castro de S. Silvestre, por este garantir condições para acolher uma equipa de investigação. Nesse sentido encetaram-se contactos com os agentes locais, nomeadamente com a Confraria e Junta de Freguesia. As intenções mereceram apoio por todas as partes e o processo teve finalmente seguimento com a apresentação, à Direção Geral de Património Cultural (DGPC), de um Projeto de Investigação Plurianual de Arqueologia”, explicou-nos o arqueólogo Miguel Costa, técnico superior.

Apesar de tudo o projecto ainda está numa fase de arranque por isso ainda não se pode chegar a grandes conclusões. O que é certo é que se pôs “a descoberto algumas estruturas que eventualmente pertencerão a um núcleo familiar, às quais se associa espólio cerâmico datável do final da Idade do Ferro”, prosseguiu.

Já há muito que se tinha falado do elevado interesse deste local, recuemos por exemplo à altura das escavações para construir a via rápida A27. “O Monte de S. Silvestre, em particular o Povoado fortificado que o coroa, pela sua localização, dimensão e área que ocupa preservada, apresenta-se como um sítio arqueológico de elevado interesse cientifico, paisagístico, pedagógico e turístico”, atesta o arqueólogo.

Como já frisamos os achados agora postos a descoberto no Castro de S. Silvestre reportam à Idade do Ferro e “representa um elevado valor patrimonial e histórico no contexto dos povoados fortificados da Idade do Ferro que se distribuem ao longo da bacia inferior do curso do Rio Lima”.

Ao valorizar este património, o arqueólogo da Câmara Municipal acredita que este “acrescenta valor turístico à freguesia e à região, não podendo ser descorada a acção pedagógica de sensibilização, junto da população, alertando para as necessidades de proteção do sítio arqueológico”.

Depois desta acção no terreno não mais se viram sinais de movimento de arqueólogos neste Castro. O motivo é facilmente explicável e esta foi só a primeira fase da escavação.

“O trabalho de investigação começou ainda antes da intervenção no terreno e não se esgotou com o término da primeira fase de escavação. Neste momento está a ser realizado trabalho de estudo, inventariação e produção de um relatório que será entregue à DGPC. O trabalho de gabinete é, aliás, mais moroso que o próprio trabalho de campo. Estamos perante um trabalho em curso que não se encontra parado e longe do seu término. O projecto de investigação tem duração de quatro anos e estão previstas várias campanhas no terreno, que permitirão escavar uma pequena parte do povoado”, explicou.

A primeira fase correspondeu àquilo que é o chamado trabalho de campo dirigidos pelo Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal com a colaboração da Junta de Freguesia e Confraria de S. Silvestre, com a participação nos trabalhos de campo de jovens voluntários das escolas secundárias do concelho.

Uma mobilização de esforços para valorizar o património arqueológico de S. Silvestre e, de perto, estas iniciativas foram acompanhadas pelos mesários.

Almoço Convívio em S. Silvestre e Magusto Paroquial

A Confraria de S. Silvestre olha agora para a próxima actividade que está a promover que é almoço convívio e magusto paroquial no dia 15 de Novembro. O local é, obviamente, o Monte de S. Silvestre. É aí que a confraria de S. Silvestre e S. Tiago de Cardielos, vai realizar um almoço convívio pelas 12H30. Da ementa consta o afamado Cozido à portuguesa e as deliciosas sobremesas, doce e fruta. O  preço por pessoa é 15€ e dos 10 aos 16 anos é 7,50€. As inscrições pode ser feitas até ao dia 12 de Novembro junto dos membros da Confraria ou pelos nºs 966632484, 962657112 e 924342448. Durante a tarde pelas 15H00, tradicional magusto aberto a toda a comunidade. A Confraria lembra ainda que as inscrições podem fechar antes do prazo se o número de inscritos esgotar a capacidade logística.

 

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Fotografias gentilemente cedidas por Manuel Vieira.

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