Catequistas em Assembleia

Não é tempo de eleições, nem nunca foi, quando se fala de catequese, mas o que é certo é que todos os anos os catequistas da Diocese têm uma Assembleia. A XXXII Assembleia Diocesana de Catequistas decorreu a 20 de Setembro, no auditório do Centro Paulo VI, em Darque, e não em Monção como foi primeiramente apontado.

Apesar de ser em Viana do Castelo o que é certo é que nesta edição o auditório não encheu. Muitos catequistas estiveram presentes, dos diversos arciprestados, o que tornou o número razoável, mas deixando a sensação de que mais poderiam comparecer.

O tema desta edição foi “catequista missionário da misericórdia”, tema que foi muito bem explicado pelo padre Rui Alberto, dos Salesianos, e que foi o orador convidado para esmiuçar a problemática durante a manhã.

A abertura dos trabalhos coube ao director do secretariado diocesano da educação cristã, Pe. Xavier Moreira, e ao Bispo Diocesano, D. Anacleto.

Novamente o Prelado lembrou a ligação entre o Evangelho e as obras de misericórdia, ou não estivesse escrito: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”.

Aos catequistas presentes, D. Anacleto lembrou que “quem realiza obras de misericórdia terá a bem-aventurança eterna, mas deve começar já em vida. Só depois da morte é tarde demais”, advertiu.

Sem dúvida o catequista é missionário da misericórdia: “convida os outros e usa de misericórdia”. Mais ainda “a nossa felicidade depende da misericórdia que exercemos. Exercemos misericórdia se acolhermos a misericórdia infinita de Deus para connosco”, rematou na primeira intervenção o chefe máximo da Diocese de Viana.

O  catequista foi durante este dia de trabalho convidado a abrir o coração à misericórdia dos outros, numa entrega de amor gratuito que é bem diferente de ter pena. “A misericórdia é diferente de ter peninha. É um amor gratuito que corresponde a uma exigência do coração”.

O Salesiano lembrou ainda que Deus é fiel ao Homem, “apesar das suas borradas”. O que distingue Deus é que não usa para com o Homem o comportamento simétrico. O ser humano responde da mesma medida em que recebe. Deus não porque é sempre fiel ao seu amor de Pai, independentemente dos erros que se cometam ou das escolhas que se façam.

É por Jesus que Deus oferece ao Homem uma experiência de misericórdia, partilhando a misericórdia recebida com sentimentos de cura e perdão, ou seja através do Sacramento da Penitência. “Jesus actua a misericórdia porque toda a Sua vida é acção”. Assim sendo, “da misericórdia recebida até à acção vai uma experiência de fé” que se manifesta nas obras de misericórdia.

Durante a tarde as pessoas puderam aplicar a misericórdia nos contextos práticos através de três oficinas: perdoar (Sofia); música e misericórdia na catequese (Claudine); e celebrar a reconciliação (Pe. Rui Alberto).

Este último esclareceu muitas dúvidas que se levantaram sobre o Sacramento da Reconciliação. Quando se confessar? Como o fazer? O que é preciso para uma confissão bem feita?

A nível de catequese pode fazer-se uma celebração comunitária com os catequizandos onde se convoque a Palavra de Deus, se faça o exame de consciência e, por fim, se confesse os pecados.

No remate o Salesiano deixou ainda no ar aquelas que são algumas mentiras sobre a Confissão: confessar não pode ser igual ao litro; confessar à pressa não é fazê-lo dignamente; omitir os pecados não é confissão como também não é confessar sem arrependimento.

No atelier de música as actividades foram, sobretudo, práticas levando a pensar: “Vale a pena pecar?” Esses momentos separam de Deus e só uma verdadeira confissão volta a fazer a aproximação. “É preciso gestos concretos”. A misericórdia está, portanto, na igual(dade). A música acrescenta, aproxima e leva o crente a comunicar com Deus.

Duas catequistas de Cardielos recebem diploma do Curso Geral de Catequese

Ainda neste dia a Paróquia de Cardielos pôde alegrar-se pela conclusão do Curso Geral de Catequistas das catequistas Marisa e Sofia, que terminaram assim uma formação que começou intensiva em Fátima, com a teoria, e em que o estágio prático foi desenvolvido e avaliado na própria Paróquia.

O momento decorreu durante a Eucaristia conclusiva da Assembleia, onde as duas catequistas receberam da mão do senhor Bispo o diploma de aceitação como catequistas. A nível diocesano não houve, no entanto, mais ninguém a concluir esta etapa na formação integral como catequistas.

Nas palavras dirigidas durante a homilia, o Bispo Diocesano não falou apenas a estas duas catequistas, mas para todos. A catequese tem uma linguagem própria que permite transportar a doutrina para a vida. “Cabeça, coração e mãos” são essenciais na catequese porque senão “nada feito” e a “mensagem da catequese não pega”.

Ou seja, “a cabeça para saber em quem acreditei”; o coração para sentir que é algo sentido e acolhido no coração”; e as mãos pois a “fé escutada tem de ser posta em prática. Temos de sentir o que sabemos e fazemos”, explicou D. Anacleto.

A título de exemplo deu o projecto piloto da catequese familiar já implementado em algumas Paróquias da Diocese de Viana. “Temos muito que fazer! Tenhamos coragem!”, desafiou o Prelado os presentes.

“Ide e fazei antes de mim o que viveis com a cabeça, o coração e as mãos”, concluiu.

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