Vamos para as vindimas com festa do traje e do ouro

A Comissão de festas de Nossa Senhora do Amparo para 2016, do lugar de Porto, organizou mais um evento de angariação de fundos que estava previsto no seu programa como um dos eventos altos. A 19 de Setembro o cortejo “vamos para as vindimas” e a festa do traje e do ouro trouxeram muitos admiradores e curiosos até Cardielos.

“O balanço que se pode fazer da festa das vindimas, do ouro e do traje é bastante positivo, superando até as nossas expectativas pela adesão das pessoas do lugar e de toda a freguesia”, contou-nos o tesoureiro Henrique Parente.

A festa contou com um jantar no adro da Igreja para cerca de 500 pessoas. Nesta festa só falar mesmo pelas centenas porque foram cerca de 200 as pessoas integrantes do cortejo das vindimas e 150 envolvidas na festa do traje e do ouro.

Uma iniciativa com sabor a novidade por terras de Cardielos. Já a Comissão de festas anterior, da Igreja, se tinha aventurado nos cortejos e agora esta também o fez. O que não tinha sido experimentado foi mesmo a festa do traje e do ouro tão característicos da região do Alto Minho.

“Desde o primeiro dia em que tomamos conta da festa para 2016 que a nossa grande inspiração é ter em mente os usos e costumes da nossa terra. Tentamos ir buscar tudo aquilo de bom que Cardielos tem para mostrar. Assim, evento a evento iremos convocar sempre os usos e costumes das gentes de Cardielos, sempre com grande cuidado na recolha de informação”, prosseguiu.

O cortejo das vindimas prova isso mesmo. “Tentamos retratar o melhor possível, e de acordo com as informações recolhidas, as vindimas no antes e no agora”. A criação dos carros alegóricos coube às diversas famílias e grupos de amigos do lugar que se empenharam a 100%.

“Os moradores do lugar de Porto com brio e dedicação foram-se juntando de forma séria e responsável, como têm encarado todos os desafios que lhes são propostos para garantir a excelência”.

Cada grupo assumiu uma cena da vindima e procurou retratá-la da melhor forma possível e, no final de contas, não faltou o próprio vinho e muitos petiscos para saborear”. A Comissão de festas retratou passo a passo o trajecto da uva até ser vinho. Mais ainda até carro do cartaz apresentou com Dores Machado a dar-lhe vida. Numa feliz coincidência o rosto do cartaz de promoção do evento, numa mordomia de outros tempos, voltou a vestir-se a rigor para abrir o cortejo das vindimas.

Como qualquer evento este também teve o que chamasse à atenção pela positiva. Questionado sobre o que tinha corrido melhor, Henrique foi peremptório a afirmar: “tudo”. “Desde o cortejo, passando pelo desfile ou o jantar a adesão massiva das pessoas, do lugar, da freguesia e de fora da mesma, superou as expectativas da organização e está à vista de todos.”

Naturalmente os mordomos querem mais. “Nunca estamos satisfeitos e queremos sempre mais e melhor até atingir a excelência. Temos consciência do quão é difícil atingir esse patamar, mas com trabalho e paixão o nada que fazemos é tudo e nada é impossível”.

A Comissão tem os pés bem assentes na terra e procura atingir o objectivo a que se propôs com a ajuda de todos. “Podem esperar uma festa com ideias novas e com algumas surpresas. Acima de tudo não vamos descorar a parte religiosa, a principal, porque a festa é feita a Nossa Senhora do Amparo. É fundamental que todas as pessoas fiquem satisfeitas e orgulhosas da festa feita a Nossa Senhora”, prometeu Henrique.

Passando um pouco pelas incidências da festa do traje e do ouro verificou-se que só foi possível devido à abertura de muitas colectividades, personalidades e pessoas a título individual que desfilaram os seus trajes. Explicados em pormenor houve em Cardielos uma representação dos trajes típicos do coração do Alto Minho, com as suas particularidades a serem atentadas. Também Manuel Freitas teve uma palavra a dizer, no que respeita ao ouro e forma de ourar a mulher minhota. A criadora Isabel Lima mostrou como conjugar a modernidade com a tradição em mais uma breve mostra.

A animar a noite contou-se ainda com a participação, no canto e na dança, de grupos folclóricos das redondezas. É o caso do grupo folclórico das bordadeiras da Casa do Povo de Cardielos, o grupo de Danças e Cantares de Serreleis, o grupo etnográfico da S. Lourenço da Montaria e da escola de folclore de Santa Marta de Portuzelo.

Claro que nem tudo é um mar de rosas e, por isso, é difícil concretizar. “Não gosto da palavra difícil, prefiro menos bem conseguido”, advertiu Henrique. “Como já tenho dito com a união de todos, sem excepção, fazemos com que as dificuldades se tornem facilidades, superando tudo o que de menos bom possa aparecer”.

“Os moradores do lugar e da freguesia têm-nos dado um demonstração clara de coesão e união. Por isso não posso deixar de agradecer a todos aqueles que nos têm ajudado, morando ou não em Cardielos”, rematou.

Depois do trabalho das vindimas a Comissão já apontou as baterias para outro evento. O próximo ocorre já a 31 de Outubro, e mais uma vez “será algo nunca antes feito em Cardielos e que vai mexer com a nossa terra”, fica a promessa.

“Tentamos que todos os eventos sejam uma caixa de surpresas, mas o mais importante é que as pessoas se envolvam, uma vez que com  o aproximar do Inverno vamos ter de privilegiar os eventos de salão”, explicou.

As vindimas já lá vão, o balanço já está feito e o véu do novo evento está levantado. Agora é esperar para ver e participar.

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