A profissão de fé e uma mensagem do Papa Francisco

Os sete pré-adolescentes do 6º ano de catequese professaram a sua fé diante da comunidade paroquial a 7 de Junho. Este mesmo grupo recebeu, a terminar o ano catequético, uma carta que transmite a alegria do Papa Francisco ao receber uma Via-Sacra elaborada pelo grupo. Esta mensagem do Sumo Pontífice é extensiva a toda a comunidade paroquial de Cardielos, e vem assinada pelo assessor do Papa Francisco, Monsenhor Peter Wells.

IMG_4040A Profissão de Fé foi para estes jovens o renovar as promessas baptismais. “A luz que os nossos pais e padrinhos seguraram no dia do nosso Baptismo vai ser hoje colocada nas nossas mãos como sinal de crescimento na fé. Com a Profissão de Fé vimos dizer aos pais e padrinhos e a toda a comunidade que acolhemos a fé que nos foi transmitida no dia do Baptismo. Hoje nós podemos dizer: SIM CREIO. Na Profissão de Fé fazemos também uma comunhão solene que nos faz recordar e reviver o dia da primeira comunhão. Vamos viver esta celebração com muita alegria e intensidade interior. Deus já nos olha; Ele ama-nos com amor infinito”, sublinharam os catequizandos.

Quanto ao Pároco lembrou na Eucaristia de IMG_4039festa que “a nossa comunidade paroquial espera muito de vós. Com muita alegria queremos testemunhar a vossa Profissão de Fé. Ides receber dos vossos pais a chama acesa, sinal da fé e da presença do ressuscitado. Neste dia, como no dia do vosso Baptismo, esta chama é símbolo da vida que Jesus Ressuscitado comunica e que hoje vos comprometeis a testemunhar”.

Na homilia, o Sacerdote conversou com o grupo, como é hábito do Pároco quando celebra festas da catequese. Quanto à Profissão de fé, é uma celebração importante e simbólica, até porque os cristãos precisam de símbolos que alimentem a sua fé. Precisamente, na t’shirt que envergaram, igual para todos, os jovens tinha escrito “fé professada, fé vivida e fé celebrada”.

A primeira pergunta do Padre Vítor foi directa ao assunto. “Sabem porque iniciamos entrando pelo fundo, passamos e beijamos a fonte baptismal?” Aos que os jovens responderam, correctamente, que se trata do local onde começa a vida cristã, diante dos pais e padrinhos.

Na condição de filhos os catequizandos afirmaram por eles acreditar no Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Quando interrogados sobre o porquê de se benzerem com a água benta a resposta tardou um pouco mais, mas concluíram que é o recordar do Baptismo e da unção feita pelo Sacerdote “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Na verdade, é destes e de outros gestos concretos que vive o cristão que, para ser feliz, tem de cumprir os Mandamentos, como alertava a liturgia. Vivendo a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é crucial que os cristãos saibam valorizar a Eucaristia. “Fazei isto em memória de mim”, foi o convite de Jesus.

Por isso, o Pároco lembrou a este grupo que é importante pedir ao Pai que aumente a vontade de rezar para então vencer as dificuldades da vida e mostrar verdadeiramente: Creio em Jesus.

Não foi por coincidência que no ofertório os dons que foram apresentados estavam intimamente ligados com o Baptismo. A concha lembra: nasceste de novo, tens uma vida nova que se prolongará para além deste mundo, é uma vida para sempre. Já a vela, acesa no Círio Pascal no dia do Baptismo, é símbolo de Cristo Ressuscitado. O perfume recorda que fomos ungidos e que devemos irradiar o bom perfume de Cristo, do amor e do bem; e a veste branca lembra a necessidade de a conservar limpa até ao fim da vida. Conservar a veste baptismal limpa é manter, durante toda a vida, a alegria de ser cristão. É a forma de darmos testemunho de Cristo ressuscitado”.

Em número reduzido os catequizandos assumiram o comando das tarefas na Eucaristia. Leram, cantaram, rezaram por eles próprios, na condição de verdadeiros filhos de Deus e em comunidade professaram solenemente a sua fé.

O Padre Vítor lembrou-lhes: “descobristes um tesouro no qual vale a pena centrar o coração. A vela que vos foi entregue é sinal de que está nas vossas mãos fazer com que a chama da fé não se apague nas vossas vidas. Ela é símbolo de Jesus, na qual deveis sentir a alegria de crescer: caminhai sempre nessa luz, vivendo na verdade, praticando a justiça, construindo a paz, dando a conhecer a alegria que vos vem de Deus”.

Tudo para mostrar em quem, o André Souto, a Beatriz Salgueiro, a Daniela Parente, o Diogo Ramos, a Maria Casanova, o Marco Rodrigues, a Sofia Branco e o Tomás Antunes, acreditam verdadeiramente. “Sei em quem acreditei (Tm 1, 12), também estava escrito na camisola.

Como é habitual consagraram a sua vida a Nossa Senhora e saíram pelo fundo da Igreja. “Ide amigos pelo mundo”, era o repto.

Para lembrar para sempre este momento receberam o diploma dos catequistas Marisa e Diogo Ribeiro um peixe, símbolo da vida que a partir dessa data também eles tinham de preservar.

Uma carta do Papa Francisco

Este grupo recebeu uma surpresa no final do ano catequético. Por altura da Quaresma tinham desenhado, pintado e escrito as orações de uma via sacra que enviaram para Roma, para o Papa Francisco. Ele mesmo, na pessoa do assessor Monsenhor Peter Wells, transmitiu a alegria de ter recebido este trabalho e de também poder rezar com estes jovens. Na carta enviada, o Papa Francisco fez chegar a toda a comunidade paroquial de Cardielos uma mensagem de esperança e a implorada bênção apostólica.

 

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